Desde tempos imemoriais, os alfarrábios do ludopédio determinam que um bom técnico deve saber dosar algumas ações de psicologia de botequim com o uso do bom e velho chicote. Os melhores na profissão são aqueles que compreendem os jogadores (esta raça de gente ruim), mas também possuem autoridade para chamá-los na chincha quando necessário. É isso. Basta ser uma fusão de psicólogo com capataz. O problema é que a maioria, quando assume o posto, pensa que é gênio e começa a realizar as maiores ( e piores) invenções.
Vejam o caso de Ricardo Silva. Aliás, não vejam agora.
Antes, deixem-me relembrar que fui um dos maiores entusiastas de sua efetivação no Rubro-Negro. Toda a Bahia e uma banda de Sergipe são testemunhas de que fiz a defesa do referido antes mesmo dos resultados aparecerem. Sabia que ele era (e é) um cara sério e que conhece de futebol. E os números mostraram que eu tinha uma certa razão. No ano passado, das nove partidas no comando do Rubro-Negro, ele conseguiu oito vitórias. A única derrota foi porque usou um time reserva. E o melhor de tudo era que o Leão jogava com consistência e, vá lá, alegria.
Pois bem.
Nem bem o sacaninha assumiu (lá ele) o posto de titular e a zorra já começou a desandar. Logo de saída, no jogo contra o Camaça, mandou a campo um time apático, sem vida, sem vibração, sem comando. Dei um desconto porque era a primeira partida do ano. Sabia que em seguida haveria uma evolução.
Mas, quá.
No jogo de ontem contra o poderoso Itabuna, do nada, tal e qual um professor pardal de esquina, Ricardo Silva inventa de escalar Vanderson de lateral-direita.
PUTAQUEPARIU A MULHER DO PADRE!
A bem da verdade, desde o segundo tempo do jogo contra o time do Pólo, ele já tinha feito isso. Relevei porque era uma tentativa de ganhar o jogo). Porém, na peleja contra o Itabuna não havia desculpas. Desde o início da partida ele largou Vanderson na esquina do campo, deixando o pobre mais perdido do que um pitbull em mudança. E a nossa meiúca ficou mais desguanecida do que o parreco da moça do shortinho Gerasamba.
Por falar na meiúca, um amigo, que é metido a entender das táticas e outras mumunhas do futebol, me disse que ele fez isso para que os laterais Egídio e Nino fossem liberados para jogar naquela zona e ajudar Ramon, que vive mais empacado do que mula ruim, mais lerdo do que jumento na lavagem do Bonfim.
Mas, aí, a lógica, esta menina traquina, impele-me a fazer a seguinte e simples pergunta: Se Ramon não dá conta da armação no meio de campo (Bida nem falo porque o caso deste é outro. Não quer jogar no Vitória faz tempo ), por que diabos o técnico não tira ele?
Enquanto esta resposta não chega, sou obrigado a dar razão ao porteiro do muquifo onde moro, que largou a seguinte. “Sêo Françuel, falta culhão a Ricardo Silva para sacar um jogador do porte de Ramon. E técnico tem que ter a tal autoridade de capataz para chamar qualquer um na chincha”.
PALAVRAS DA SALVAÇÃO.
P.S Noves fora tudo isso, no próximo domingo estarei no pé da obra orientando o Leão rumo a mais uma brocança nas meninas de Itinga.