Depois de tudo que já havia observado, ou seja, a falta de padrão tático, jogadas de ultrapassagem, tabelas, cruzamentos e ousadia, o time não produz absolutamente nada e o treinador para cada entrevista coletiva pós-jogo solta uma pérola. A de hoje foi: “Eu sei que Bida não está jogando seu melhor futebol, mas se eu tirá-lo, vou colocar quem? Hoje eu não tenho tantas opções quanto no ano passado. Não posso colocar Marconi, que está subindo agora para os profissionais”.
Com essas suas palavras comprovou o que passei a achar dele logo após o primeiro baVI do ano vencido por nós. Treinador sem pulso com os jogadores, sem coragem e sem peito de tirar um jogador médio como Bida do time em detrimento de qualquer outro que mostre um pouquinho de futebol melhor.
E daí que Marconi está subindo agora? O que diria então Neymar, Paulo Ganso e André do Santos? O que diria Dentinho do Corinthians quando subiu? Ou até mesmo, para ficar bem perto de nós mesmos, o que diria David Luiz ao ser efetivado para jogar uma dura partida de Copa do Brasil diante do Santa Cruz em Recife que, na época, estava duas divisões acima da nossa? E nem precisa lembrar dos nossos inúmeros meninos da divisão de base que entravam na fogueira muito jovens e correspondiam… Vai lançar o menino quando? No brasileirão? Numa decisão?
Nem quero também acreditar que ele crê fielmente que não existem outras opções para o lugar de Bida. Rapidamente cito quatro: Rafael, Elkesson, Renato Ribeiro e Marconi. Ou quem sabe mudar o esquema tático do time e colocar um outro jogador que tenha outras características? Mas não ousa, não arrisca e insiste com aquilo mesmo que dá errado há 3 meses. Atualmente até Viáfara com a 7 produziria mais.
E o pior de tudo… dia 10 se aproxima com rapidez e minhas esperanças de classificação ficam cada vez mais diminuídas. O Barradão pode fazer a diferença e a raça dos jogadores também, porém com Ricardo Silva dando (ou não) instruções fico seriamente preocupada.
Alô diretoria… acorda e abre o olho… contrata um técnico, um zagueiro, um meia e um atacante. O tetra seria nosso e avançaríamos mais na Copa do Brasil… por enquanto eu, que sempre sou muito otimista, vou dormir frustrada mais uma vez por ouvir o time vencer o fraquíssimo Itabuna por um pênalti a zero e ter que ouvir Ricardo Silva dizer que “a alegria está voltando…”
Só se for a dos rivais.
Larissa Dantas
Pelo Vitória tudo: disposição e coração.