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Vitória

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Vitória da Conquista

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RESULTADO DA ENQUETE

O Vitória deve alugar o Barradão para que o Bahia mande seus jogos?

1. Não. É um risco para o nosso patrimônio

84,49% (1019 votos)

2. Sim. Será mais uma renda extra.
15,51% (187 votos)

Total: 1.206 votos
Período: 15/11 à 15/12



 

      ::COM: WALTER QUEIROZ JR: COMPOSITOR DO HINO OFICIAL DO ESPORTE CLUBE VITÓRIA

POR: LEONARDO / FÁBIO / LUDWIG
ÀS 15:00HS DO DIA 16 DE JULHO DE 2003 - RESIDÊNCIA DO COMPOSITOR


- #ECVITORIA: Boa tarde Walter, é uma honra para o canal ecvitoria conseguir essa entrevista exclusiva com o sr.

- WALTER: Boa tarde Léo, Fábio, Ludwig, o prazer é meu em tê-los aqui em minha residência.

- #ECVITORIA: Comente como tudo começou, o início de sua história como compositor e autor do hino do Vitória.

- WALTER: A história do hino do Vitória, o qual sou honrosamente o autor, começou a 17 anos atrás, quando o então vereador Pedro Godinho me telefonou, dizendo que ele representava um segmento bastante forte do Vitória, e que o clube chegou a um consenso de que o hino do Vitória, que até então eu não conhecia, e quero deixar logo claro o seguinte, eu respeito profundamente todo e qualquer hino já existente, como respeito o do Bahia, como respeito o do Fluminense, como respeito de qualquer time do Brasil, então com todo respeito ao hino do Vitória já feito, que hoje eu sei que é de Albino Castro, rubro-negro de grande tradição, precisava de um hino mais forte. Me foi pedido para que compusesse, porque a torcida do Vitória estava insatisfeita com seu hino, porque, o Bahia tinha um hino super competitivo, e o Vitória queria variar. Então era uma missão muito interessante, e eu não sabia se eu estava à altura disto. Eu já tinha feito um ou dois hinos, e ai entra um dado histórico importante: Não era o primeiro hino que eu estava fazendo. Eu já havia feito o hino do Ipiranga, o da Associação Atlética da Bahia, e recentemente fiz o hino do Brasiliense F.C. Então, eu fiquei orgulhoso, e disse a ele, até brincando, mas falando sério: Engraçado, eu sou Bahia, mas vou fazer com muito amor o hino do Vitória. Então, fiquei com essa missão na mão, não tinha um prazo muito rígido, e eu fui me lembrando do meu tempo de menino, dos BaxVis maravilhosos que acompanhei, que eram apenas um ou dois por ano. Então aceitei a missão. Me lembrei das coisas do Vitória, como as cores rubro-negras, o leão da barra e etc, e fiz. Fiz, foi gravado por Luis Caldas inicialmente, ele estava no auge da carreira. Então quando percebi, o hino já havia repercutido. A torcida do Vitória começou a comprar o hino, a cantar no estádio, começou a se sentir representada nele. Esse foi o maior prêmio que recebi.

- #ECVITORIA: Existe um nome, para o hino oficial?

- WALTER: Não. Essa é uma boa pergunta, porque nunca havia pensado nisso. Quero deixar claro, que o que eu fiz foi uma música para o Vitória. Quem diz que é o hino oficial, é o próprio Vitória, a própria diretoria. Mas poderia ter se chamado Leão da Barra, Tradição, não sei. Não se toca Leão da Barra, se toca o Hino do Vitória. Não dá pra se colocar um nome.

- #ECVITORIA: O Sr. Obteve algum tipo de ônus, por ter composto o hino?

- WALTER: Não. Não cobrei nada na época, porque fiz com amor e prazer, e porque o Vitória, assim como o Bahia, na época eram clubes amadores. Mas hoje estou revendo essa situação e vou conversar com o presidente Paulo, civilizadamente, e vou reivindicar os direitos autorais do hino, porque o Vitória se tornou uma instituição, muito bem sucedida por sinal, e passou a gerar dividendos com o hino, vendendo cds e etc. Porque o autor não?

- #ECVITORIA: Seu hino já ganhou diversas versões diferentes da original, como a versão da cantora Ivete Sangallo, Chico Anísio e etc. Qual o ritmo original do hino? Uma marchinha mesmo?
- WALTER: É, uma marcha, como é tradicional nos grandes hinos brasileiros, como Flamengo, Fluminense, Corinthians e etc. Não conhecia um grande hino que não fosse uma marcha. Segui a tradição. Mas isso não quer dizer que outros não possam fazer com outros ritmos. Só se deve tomar cuidado com a melodia.

- #ECVITORIA: O Sr. Sabe que existe um outro hino, composto para o Vitória mais antigo que o seu, de autoria de Albino Castro. Há uma campanha na internet, mas que já ganhou repercussão televisiva, para que esse antigo hino se torne o hino oficial. O que o sr. Sabe a respeito disso?

- WALTER: Eu fiquei sabendo disso de uma forma não muito elegante por parte do pessoal da TVE. Acho que não foi de má fé, mas me informaram mal o que eu iria fazer naquele programa (Cartão Verde). Apenas me entrevistaram dizendo o seguinte: Vamos lhe entrevistar sobre o hino do Vitória. Eu falei, com o maior prazer. Quer dizer, eu não sabia que ia dar uma entrevista para participar de uma polêmica no ar, sobre a questão dessa reivindicação da torcida. Eu não sabia da existência disso. Senão eu teria até uma outra postura. Mas vou aproveitar que vocês do canalecvitoria estão me dando essa oportunidade, aliás, quero parabenizá-los pelo vitorioso site de vocês, soube dos prêmios que ganharam, entre os dez melhores site do Brasil, na Bahia, para esclarecer isso de uma forma clara: Pessoalmente, acho que o torcedor rubro-negro, é o dono absoluto do seu hino, acima de qualquer coisa, acima de mim e acima da diretoria do Vitória. Não é o compositor que decide "o meu vai ser o oficial", é o povo, a torcida. Em momento algum vocês irão me ouvir dizer: "O meu é melhor, e tal". Não me cabe esse julgamento, e sim a torcida do Vitória. Não conhecia o outro hino. Ouvi pela televisão, achei bonito, digno do torcedor rubro-negro. Então o que posso dizer? Não sou compositor que fica agarrado a uma só música. Modéstia a parte, tenho mais de 400 músicas no mundo inteiro. Fiz o hino porque sou um apaixonado pelo futebol, sinto orgulho, amor. Meu filho é rubro-negro, minha mulher é rubro-negra, estou cercado de rubro-negros. Então, tudo bem. O que eu não posso, é aceitar que essa reivindicação, não digo que este seja o caso, seja apenas porque sou torcedor do Bahia, e alguém me diga: "Poxa o cara é Bahia e fez o hino do Vitória". E daí? Lamartine Babo é Americano (América-RJ) fanático, e fez o hino de 7 ou 8 clubes, inclusive os dos rivais, como Flamengo, Fluminense e etc. Quero deixar bem claro isso, não serei um defensor do meu hino. O Cd de 100 anos do Vitória tem uns 20 compositores, todos de primeira linha, e porque o hino não foi uma daquelas músicas do cd? Desafio vocês, que mistério é esse, que escolhe qual o hino é o oficial? São uma série de fatores. Só sei que contribuí, e estou contribuindo para alegria do Vitória, cada vez que o hino é tocado.

- #ECVITORIA: Soubemos também que o sr. já solicitou ao Vitória, uma revisão da letra do hino. Como foi isso?

- WALTER: Não, não é da letra, a letra está correta. Eu solicitei e inclusive tive a palavra do presidente na ocasião da comemoração dos Cem Anos do Vitória, que tomasse cuidado com a melodia do hino. Quando me apresentaram o disco com a versão de Ivete Sangallo que é uma cantora maravilhosa, eu falei isso. Cuidado com a melodia, ela não foi gravada ainda da maneira como eu determinei, com as minhas cifras e notas, tem sido regravação em cima de regravação, que podem escapar notas da melodia, de como ela foi criada originalmente. Já tinha protestado ao Rio de Janeiro, já tinha mandado um protesto ao Chico Anísio e mandei avisar a ele, que com todo respeito que eu tenho a ele, ao extraordinário humorista que ele é, que ele NÃO TINHA O DIREITO DE MEXER NA MELODIA DO HINO DO VITÓRIA, e ele fez. Eu só não embarguei o disco, aquele edição da editora Abril, eu sou advogado, não advogo, mas sou, porque era muito barulho por nada. O que que ele, Chico, mudou: a versão foi a seguinte: "Eu sou Leão da Barra, tradição, eu sou vermelho e preto eu sou, PAIXÃAO". QUEM AUTORIZOU ELE A DIZER ISSO? Depois ele me disse, ah, eu elevei o tom da "Paixão" porque o seu "paixão" não estava refletindo bem. Tudo bem, você tem o direito de achar, mas não mexe nele, porque eu não mexeria na sua música! Por isso que venho brigando nessa questão de colocar o hino como ele é. Lamentei quando vi gravado, falei, TÁ ERRADO, mandei regravar senão não sairia. Ai me falaram, "que é isso bicho, já ta tudo pronto", vai ser por um detalhe? Ai deixei pra lá. Na versão de Ivete também. Chamei um maestro renomado, o mestre Carlinhos Max, uma autoridade na mpb, e disse: Carlinhos, vê se está da forma como eu criei: Na mesma hora ele disse, não. Ai eu chamei os produtores, sabe o que eles me falaram? Rapaz, Ivete não tem tempo, ela tem vários shows, tem que gravar, Ivete tem pressa, enfim, Ivete não pode regravar. A vontade que deu foi de dizer o seguinte, se ela não pode voltar aqui, então é melhor ela mudar de clube, porque se ela não ama nem o hino do time dela, então é melhor ela nem gravar. Então se gravar vai gravar direito! E aqui eu digo a vocês com todas as tintas: Vou lutar pela regravação do hino do Vitória como ele é, não me submeterei a deixar do jeito que está. Não aceito, quem não aceita agora sou eu, não to perguntando, o compositor sou eu. Porque eu sei da beleza do meu trabalho. Eu sei que a melodia é mais bonita do que a que está aí. Ela não tinha certeza da nota, ela fez o que pode, mas eu sei o que eu fiz. Então chegou a festa dos 100 anos, o pessoal do Vitória me ligou me pedindo paciência, ai eu falei, bom, não sou eu que vou atrapalhar a festa, vou participar, mas com a condição de que depois a gente se compromete a regravar o hino do Vitória do jeito que ele é. E tem outra, todos os outros clubes Brasileiros tem o hino com a versão gravada desde antigamente, como Flamengo, Fluminense, América-RJ, todos gravados pelo grande Lamartine Babo, que era Americano (América-RJ) doente. E porque um Americano doente faria o hino do Fluminense? Um hino lindo! Estou repetindo isso porque, no momento da emoção é que vale mais. Essa questão é muito importante: Na base da gozação eu até entendo, o cara falar pô você é Bahia fez o hino do Vitória, e vice-versa, tudo bem, faz parte. Agora, levar isso a sério, e querer fazer isso por rancor, sem levar em consideração que não esta em jogo aqui um compositor que fez um batuque no bar e a musiquinha deu certo, eu já fiz mais de 400 musicas no mundo todo, não to agarrado a uma só musica. Então, se a torcida do Vitória, não tiver, em recíproca ao meu sentimento, orgulho do seu hino, eu não quero. Eu quero que ele ame o seu hino, estime, como eu estimei fazê-lo. Rapaz, acima do Bahia e do Vitória eu amo o futebol. Eu sou um desportista. Isso que eu quero que a torcida do Vitória reflita, que não se trata aqui de uma cara que vai ficar dizendo: Ah, eu sou Bahia fiz o hino do Vitória! Eu amo o futebol. Meu filho e minha esposa são Vitória. Então, não queira mudar o hino por causa disso. Gerônimo, que é Vitória doente, lembrou um fato interessante nesse programa da TVE. Ele foi chamado pela editora Abril para gravar o hino do Bahia e gravou! Nem por isso ele deixou de ser Vitória.

- #ECVITORIA: Você é apaixonado por futebol. Como você avalia o futebol dos tempos atuais?

- WALTER: Rapaz, isso é um assunto oceânico, dá uns três dias de entrevista (risos). Mas vamos lá. Primeiro, isso é muito importante que se diga, a diferença do futebol do meu tempo e o futebol de hoje, é que no meu tempo, o futebol era amador. Jogava-se mais por paixão do que por dinheiro. Embora dinheiro fosse importante claro. Eu me lembro de uma linha de zagueiros do Vitória famosíssima, seus pais devem lembrar, era, Nadinho, Valmir e Amírio, Porunga, Eloy e Joel, olha aí como eu sei, ta vendo. Esses times de antigamente, para você ter uma noção, durava pelo menos dois anos no mesmo time, dois anos sem mexer na posição deles nem no jogador. Hoje em dia não duram seis meses, não duram três meses. Então, isso se torna um fator complicador, da paixão do torcedor pelo seu clube. O torcedor tem suas paixões, ele se afeiçoa aos seus jogadores favoritos, como Léo Oliveira, Douglas. Então hoje, quando você começa a gritar, Liédson, Nádson, entre outros, já ta vendido. Resultado, diz a diretoria, e aí eu não vou entrar em discussão, ah se eu não fizer isso o clube não sobrevive. Eu tenho minhas duvidas quanto a isso. Eu não gosto dessa forma de administração. O Bahia liquidou o time de 89, no auge da carreira, só pra ter grana. Esse é o grande problema. Hoje em dia virou guerra, não esta em jogo apenas vencer ou perder, esta em jogo a cabeça do treinador, a saúde financeira do clube, os seus torcedores, e essa guerra esta aparecendo no campo. A segunda diferença básica, é a estética do futebol. Aquele futebol encantador brasileiro, de 1970, aquele time de Pelé, Gérson, Tostão, Rivelino, isso começou a sumir. O futebol força começou a substituir o futebol arte. A famosa era Dunga! A necessidade de resultados imediatos fez com que a violência em campo aumentasse. Então é isso, profissionalismo excessivo, ambição por grana, ritmo elevado de treinamentos, esses fatores mudaram o futebol. Um exemplo da gana por grana é o BaxVi. Se o torcedor sabe que o Vitória vai enfrentar o Bahia duas vezes por ano, é uma coisa, agora sete, oito BaxVis num ano, você não vai dizer que a emoção é igual. Vai banalizando gente. As torcidas de Bahia e Vitória são dignas de aplauso, o Brasil todo reconhece isso, porque com todas as adversidades continuam indo ao estádio, preço do ingresso por exemplo, um absurdo, um povo paupérrimo o Brasil numa crise desgraçada, já pagam no sacrifício eles ainda vão e sobem o preço do ingresso. Agora eu quero saber, é se a Fonte Nova vai ficar naquele estado lamentável, que é uma vergonha, lixo e mijo misturados em todo canto, banheiros imundos, bares de quinta categoria. Mas o futebol é tão forte como arte, que ele sobrevive a tudo isso.

- #ECVITORIA: Aqui em sua casa, sua mulher e filho são Vitória, você aqui ta tomando 2x1. Já houve algum fato marcante, por conseqüência de seu filho ser Vitória?

- WALTER: Houve um fato lamentável. Isso me deixou muito triste. Porque na ultima vez que eu fui à Fonte Nova, num BaxVi, há um ano atrás, eu levei minha mulher e meu filho, como rubro-negros que são, e eu lhes dei camisa do Vitória e tal, e ao passar por perto da torcida do Bahia, rapaz, um negócio agressivo, palavrão, xingamento, tira essa camisa, então eu fui percebendo que não dava pra brincar, isso me assusta, as conseqüências são graves, se você errar de torcida, isso não é legal. O legal, e que sempre se elogiou na Bahia é que Bahia e Vitória são unidos, tomam cerveja juntos, um goza da cara do outro, isso é saudável. Isso realmente me chocou, esse clima de adversidade. Mas não é so no futebol. São tempos sociais difíceis.

- #ECVITORIA: O Sr. continua compondo hoje?

- WALTER: Sim, sim, eu sou compositor profissional, sou advogado também, mas deixei pra lá, troquei tudo por musica popular, não me arrependo, é o que gosto de fazer. Como lhe falei compus outros hinos também.

- #ECVITORIA: É o sr. citou o hino do Ipiranga, que é meio que um segundo time para todo baiano, torcemos pra que ele volte a ser como antes, dá pra dar uma palhinha do hino pra gente?

- WALTER: Claro. Deixa eu pegar o violão aqui. (Trecho do Hino do Ipiranga): | Meu amarelo e preto, meu time do peito, meu velho Ipiranga, o povo foi quem te criou, coçador, o time do nosso amor. A gente enfrenta a chuva, a gente enfrenta o sol, bandeira auri-negra, honrando o futebol. É o povo reunido, cantando de uma só vez: Agora um, dois, três, vai pra frente mais um gol, eu só saio daqui com o Ipiranga vencedor. Agora um, dois, três, vai pra frente mais um gol, eu só saio daqui com o Ipiranga vencedor. | Esse hino me foi pedido pelo grande advogado, meu querido amigo João de Melo Cruz, há muitos e muitos anos atrás. Eu torço muito que o Ipiranga volte. Tem ate uma historia engraçada com o hino do Ipiranga, antes de completar o hino ele me levou ao estádio e disse: Venha ver a torcida do Ipiranga! Eu cheguei lá, a torcida do Ipiranga era majoritariamente negra né, como somos todos, claro, aqueles negros baianos bonitos, todos de terno branco, tudo bem vestido, uma torcida séria tal. Só tinha uns quarenta. Ai eu disse: João esse hino tem um grande problema. O refrão diz: "Agora um, dois, três, vai pra frente mais um gol, eu só saio daqui com o Ipiranga vencedor, esses caras não vão sair do estádio nunca. (risos).

- #ECVITORIA: Vamos aproveitar que você já está com a mão na massa, toca o hino do Vitória, claro.

- WALTER: O hino claro! (Hino Oficial do Esporte Clube Vitória): | Eu sou Leão da Barra, tradição, eu sou vermelho e preto eu sou paixão, pelos campos do Brasil, nosso grito já se ouviu. ôÔÔôôô ôô, ôÔÔôôô ôô, nego!, ôÔÔôôô ôô, ôÔÔôôô ôô, Eu sou um nome na historia, eu sou Vitória, com emoção, eu sou um grito de gloria, eu sou Vitória, de coração! ôÔÔôôô ôô, Vitória, ôÔÔôôô ôô, ôÔÔôôô ôô. |. É o grito de guerra da torcida, hoje você só diz: ôÔÔôôô ôô, todo mundo já sabe que é o Vitória. Tem uma coisa muito interessante, você sabe que esse hino já tem ate em telefone celular?

- O #ECVITORIA mostrou o hino no celular para Walter Jr.

- WALTER: Pô taí, legal, a harmonia perfeita. Interessante mesmo.

- #ECVITORIA: Onde você estava quando compôs o hino do Vitória?

- WALTER: Eu tava assistindo se não me engano, vendo não, assim, assistindo sem ver, Galicia x Fluminense-FS, olhando só os bonequinhos se mexendo lá, ai peguei o violão e comecei, fui me lembrando, dos símbolos, Leão da Barra, vermelho e preto, acho isso muito forte, Leão da Barra, é um símbolo forte, os Galicianos são chamados "Os Granadeiros", o Bahia eu não gosto, aquele negocio de super-homem, acho aquele negocio meio esquisito, não nos representa.

- #ECVITORIA: Meio internacional né?

- WALTER: É, mas é um símbolo né, o que vou fazer, eu não gosto, acho Leao da Barra mais representativo.
Acho que fui escolhido também, porque fiz muitos jingles, algo mais simples, vocês sabem, são pecas comerciais muito rápidas, onde você tem que da o recado às vezes em 30 segundos, um minuto no Maximo. Então esse espírito busca a síntese, algo que eu quis evitar foi um hino palavroso, tipo "Tu tens historia meu Vitória, meu amor", uma alusão ao hino de Albino Castro, que é muito bom, bem feito, quero registrar isso, serio, digno, bonito. Mas o meu tem essa virtude da comunicação rápida. Mas também me preocupei em não fazer simples demais, senão ia ser apenas uma marchinha.

- #ECVITORIA: Existem rumores, que Fernando "Baía", um dos maiores divulgadores, artistas, do Vitória, pretende gravar a versão antiga do hino, num estilo meio pop rock. Como você vê isso?

- WALTER: Seria interessante se ele mudasse o sobrenome dele para Fernando "Vitória"! Brincadeira, interessante né, ele é Vitória e o sobre nome "Baía". Que coincidência! Brincadeira Fernando, você tem todo o direito de gravar, deve fazer. Faça, faça, eu quero justamente que meu hino, se ele continuar, que seja um hino campeão, não pode temer outras versões.

- #ECVITORIA: Pra gente pareceu bem claro, que você quer que a torcida que escolha?

- WALTER: Claro! Quem sou eu pra escolher! Imagine você, se esse hino voltar, e a torcida se encantar, não sou eu nem você que mudara isso. Eu vou apenas falar, parabéns, e obrigado à torcida do Vitória pelo prestigio que vocês me deram, e serei honrosamente sempre o compositor do hino do Vitória. Sem problemas!


- #ECVITORIA: Manda um recado para a galera do canal #ecvitoria, e toda a torcida rubro-negra!

- WALTER: Primeiro parabenizá-los pelo premio do Ibest, que fiquei muito feliz em saber, entre os 10 melhores sites do Brasil né, na respectiva categoria, isso é uma vitória fantástica para o Vitória, para vocês, para a torcida rubro-negra, claro. Um abraço a todos vocês.
Antes de encerrar, eu só queria pontuar uma coisa: Eu espero que a gloriosa torcida do Vitória faça a melhor escolha, e fique feliz com seu hino, mas não espero que caia na tentação infantil, dessa historia de que porque sou torcedor do Bahia, não posso fazer o hino do Vitória. E, eu sou um Bahia Vitória. Meu filho é Vitória, minha esposa é Vitória. Um beijo pra vocês, e muito obrigado.

Ludwig (com a camisa do canal), Walter Jr., Leonardo e Fábio

P.S.: A entrevista toda durou cerca de uma hora e trinta minutos, tivemos que cortar diversas partes, porque ficaria muito grande e cansativa de ler. Walter ainda cantou diversas musicas e jingles no violão.

Entrevista realizada pelo canalecvitoria.com.br , por:

Leonardo Leão - WebMaster e idealizador do site.
Fábio Barbosa - Operador do #ECVitoria
Ludwig Ferreira - Colaborador do site.