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::COM:
WALTER QUEIROZ JR: COMPOSITOR DO HINO OFICIAL DO ESPORTE CLUBE VITÓRIA
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POR:
LEONARDO / FÁBIO / LUDWIG
ÀS 15:00HS DO DIA 16 DE JULHO DE 2003 - RESIDÊNCIA DO COMPOSITOR

- #ECVITORIA: Boa tarde Walter, é uma honra para o canal ecvitoria
conseguir essa entrevista exclusiva com o sr.
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WALTER: Boa tarde Léo, Fábio, Ludwig, o prazer é
meu em tê-los aqui em minha residência.
-
#ECVITORIA: Comente como tudo começou, o início de sua
história como compositor e autor do hino do Vitória.
-
WALTER: A história do hino do Vitória, o qual sou honrosamente
o autor, começou a 17 anos atrás, quando o então
vereador Pedro Godinho me telefonou, dizendo que ele representava um
segmento bastante forte do Vitória, e que o clube chegou a um
consenso de que o hino do Vitória, que até então
eu não conhecia, e quero deixar logo claro o seguinte, eu respeito
profundamente todo e qualquer hino já existente, como respeito
o do Bahia, como respeito o do Fluminense, como respeito de qualquer
time do Brasil, então com todo respeito ao hino do Vitória
já feito, que hoje eu sei que é de Albino Castro, rubro-negro
de grande tradição, precisava de um hino mais forte. Me
foi pedido para que compusesse, porque a torcida do Vitória estava
insatisfeita com seu hino, porque, o Bahia tinha um hino super competitivo,
e o Vitória queria variar. Então era uma missão
muito interessante, e eu não sabia se eu estava à altura
disto. Eu já tinha feito um ou dois hinos, e ai entra um dado
histórico importante: Não era o primeiro hino que eu estava
fazendo. Eu já havia feito o hino do Ipiranga, o da Associação
Atlética da Bahia, e recentemente fiz o hino do Brasiliense F.C.
Então, eu fiquei orgulhoso, e disse a ele, até brincando,
mas falando sério: Engraçado, eu sou Bahia, mas vou fazer
com muito amor o hino do Vitória. Então, fiquei com essa
missão na mão, não tinha um prazo muito rígido,
e eu fui me lembrando do meu tempo de menino, dos BaxVis maravilhosos
que acompanhei, que eram apenas um ou dois por ano. Então aceitei
a missão. Me lembrei das coisas do Vitória, como as cores
rubro-negras, o leão da barra e etc, e fiz. Fiz, foi gravado
por Luis Caldas inicialmente, ele estava no auge da carreira. Então
quando percebi, o hino já havia repercutido. A torcida do Vitória
começou a comprar o hino, a cantar no estádio, começou
a se sentir representada nele. Esse foi o maior prêmio que recebi.
-
#ECVITORIA: Existe um nome, para o hino oficial?
-
WALTER: Não. Essa é uma boa pergunta, porque nunca havia
pensado nisso. Quero deixar claro, que o que eu fiz foi uma música
para o Vitória. Quem diz que é o hino oficial, é
o próprio Vitória, a própria diretoria. Mas poderia
ter se chamado Leão da Barra, Tradição, não
sei. Não se toca Leão da Barra, se toca o Hino do Vitória.
Não dá pra se colocar um nome.
-
#ECVITORIA: O Sr. Obteve algum tipo de ônus, por ter composto
o hino?
-
WALTER: Não. Não cobrei nada na época, porque fiz
com amor e prazer, e porque o Vitória, assim como o Bahia, na
época eram clubes amadores. Mas hoje estou revendo essa situação
e vou conversar com o presidente Paulo, civilizadamente, e vou reivindicar
os direitos autorais do hino, porque o Vitória se tornou uma
instituição, muito bem sucedida por sinal, e passou a
gerar dividendos com o hino, vendendo cds e etc. Porque o autor não?
- #ECVITORIA: Seu hino já ganhou diversas versões diferentes
da original, como a versão da cantora Ivete Sangallo, Chico Anísio
e etc. Qual o ritmo original do hino? Uma marchinha mesmo?
- WALTER: É, uma marcha, como é tradicional nos grandes
hinos brasileiros, como Flamengo, Fluminense, Corinthians e etc. Não
conhecia um grande hino que não fosse uma marcha. Segui a tradição.
Mas isso não quer dizer que outros não possam fazer com
outros ritmos. Só se deve tomar cuidado com a melodia.

-
#ECVITORIA: O Sr. Sabe que existe um outro hino, composto para o Vitória
mais antigo que o seu, de autoria de Albino Castro. Há uma campanha
na internet, mas que já ganhou repercussão televisiva,
para que esse antigo hino se torne o hino oficial. O que o sr. Sabe
a respeito disso?
-
WALTER: Eu fiquei sabendo disso de uma forma não muito elegante
por parte do pessoal da TVE. Acho que não foi de má fé,
mas me informaram mal o que eu iria fazer naquele programa (Cartão
Verde). Apenas me entrevistaram dizendo o seguinte: Vamos lhe entrevistar
sobre o hino do Vitória. Eu falei, com o maior prazer. Quer dizer,
eu não sabia que ia dar uma entrevista para participar de uma
polêmica no ar, sobre a questão dessa reivindicação
da torcida. Eu não sabia da existência disso. Senão
eu teria até uma outra postura. Mas vou aproveitar que vocês
do canalecvitoria estão me dando essa oportunidade, aliás,
quero parabenizá-los pelo vitorioso site de vocês, soube
dos prêmios que ganharam, entre os dez melhores site do Brasil,
na Bahia, para esclarecer isso de uma forma clara: Pessoalmente, acho
que o torcedor rubro-negro, é o dono absoluto do seu hino, acima
de qualquer coisa, acima de mim e acima da diretoria do Vitória.
Não é o compositor que decide "o meu vai ser o oficial",
é o povo, a torcida. Em momento algum vocês irão
me ouvir dizer: "O meu é melhor, e tal". Não
me cabe esse julgamento, e sim a torcida do Vitória. Não
conhecia o outro hino. Ouvi pela televisão, achei bonito, digno
do torcedor rubro-negro. Então o que posso dizer? Não
sou compositor que fica agarrado a uma só música. Modéstia
a parte, tenho mais de 400 músicas no mundo inteiro. Fiz o hino
porque sou um apaixonado pelo futebol, sinto orgulho, amor. Meu filho
é rubro-negro, minha mulher é rubro-negra, estou cercado
de rubro-negros. Então, tudo bem. O que eu não posso,
é aceitar que essa reivindicação, não digo
que este seja o caso, seja apenas porque sou torcedor do Bahia, e alguém
me diga: "Poxa o cara é Bahia e fez o hino do Vitória".
E daí? Lamartine Babo é Americano (América-RJ)
fanático, e fez o hino de 7 ou 8 clubes, inclusive os dos rivais,
como Flamengo, Fluminense e etc. Quero deixar bem claro isso, não
serei um defensor do meu hino. O Cd de 100 anos do Vitória tem
uns 20 compositores, todos de primeira linha, e porque o hino não
foi uma daquelas músicas do cd? Desafio vocês, que mistério
é esse, que escolhe qual o hino é o oficial? São
uma série de fatores. Só sei que contribuí, e estou
contribuindo para alegria do Vitória, cada vez que o hino é
tocado.
-
#ECVITORIA: Soubemos também que o sr. já solicitou ao
Vitória, uma revisão da letra do hino. Como foi isso?
-
WALTER: Não, não é da letra, a letra está
correta. Eu solicitei e inclusive tive a palavra do presidente na ocasião
da comemoração dos Cem Anos do Vitória, que tomasse
cuidado com a melodia do hino. Quando me apresentaram o disco com a
versão de Ivete Sangallo que é uma cantora maravilhosa,
eu falei isso. Cuidado com a melodia, ela não foi gravada ainda
da maneira como eu determinei, com as minhas cifras e notas, tem sido
regravação em cima de regravação, que podem
escapar notas da melodia, de como ela foi criada originalmente. Já
tinha protestado ao Rio de Janeiro, já tinha mandado um protesto
ao Chico Anísio e mandei avisar a ele, que com todo respeito
que eu tenho a ele, ao extraordinário humorista que ele é,
que ele NÃO TINHA O DIREITO DE MEXER NA MELODIA DO HINO DO VITÓRIA,
e ele fez. Eu só não embarguei o disco, aquele edição
da editora Abril, eu sou advogado, não advogo, mas sou, porque
era muito barulho por nada. O que que ele, Chico, mudou: a versão
foi a seguinte: "Eu sou Leão da Barra, tradição,
eu sou vermelho e preto eu sou, PAIXÃAO". QUEM AUTORIZOU
ELE A DIZER ISSO? Depois ele me disse, ah, eu elevei o tom da "Paixão"
porque o seu "paixão" não estava refletindo
bem. Tudo bem, você tem o direito de achar, mas não mexe
nele, porque eu não mexeria na sua música! Por isso que
venho brigando nessa questão de colocar o hino como ele é.
Lamentei quando vi gravado, falei, TÁ ERRADO, mandei regravar
senão não sairia. Ai me falaram, "que é isso
bicho, já ta tudo pronto", vai ser por um detalhe? Ai deixei
pra lá. Na versão de Ivete também. Chamei um maestro
renomado, o mestre Carlinhos Max, uma autoridade na mpb, e disse: Carlinhos,
vê se está da forma como eu criei: Na mesma hora ele disse,
não. Ai eu chamei os produtores, sabe o que eles me falaram?
Rapaz, Ivete não tem tempo, ela tem vários shows, tem
que gravar, Ivete tem pressa, enfim, Ivete não pode regravar.
A vontade que deu foi de dizer o seguinte, se ela não pode voltar
aqui, então é melhor ela mudar de clube, porque se ela
não ama nem o hino do time dela, então é melhor
ela nem gravar. Então se gravar vai gravar direito! E aqui eu
digo a vocês com todas as tintas: Vou lutar pela regravação
do hino do Vitória como ele é, não me submeterei
a deixar do jeito que está. Não aceito, quem não
aceita agora sou eu, não to perguntando, o compositor sou eu.
Porque eu sei da beleza do meu trabalho. Eu sei que a melodia é
mais bonita do que a que está aí. Ela não tinha
certeza da nota, ela fez o que pode, mas eu sei o que eu fiz. Então
chegou a festa dos 100 anos, o pessoal do Vitória me ligou me
pedindo paciência, ai eu falei, bom, não sou eu que vou
atrapalhar a festa, vou participar, mas com a condição
de que depois a gente se compromete a regravar o hino do Vitória
do jeito que ele é. E tem outra, todos os outros clubes Brasileiros
tem o hino com a versão gravada desde antigamente, como Flamengo,
Fluminense, América-RJ, todos gravados pelo grande Lamartine
Babo, que era Americano (América-RJ) doente. E porque um Americano
doente faria o hino do Fluminense? Um hino lindo! Estou repetindo isso
porque, no momento da emoção é que vale mais. Essa
questão é muito importante: Na base da gozação
eu até entendo, o cara falar pô você é Bahia
fez o hino do Vitória, e vice-versa, tudo bem, faz parte. Agora,
levar isso a sério, e querer fazer isso por rancor, sem levar
em consideração que não esta em jogo aqui um compositor
que fez um batuque no bar e a musiquinha deu certo, eu já fiz
mais de 400 musicas no mundo todo, não to agarrado a uma só
musica. Então, se a torcida do Vitória, não tiver,
em recíproca ao meu sentimento, orgulho do seu hino, eu não
quero. Eu quero que ele ame o seu hino, estime, como eu estimei fazê-lo.
Rapaz, acima do Bahia e do Vitória eu amo o futebol. Eu sou um
desportista. Isso que eu quero que a torcida do Vitória reflita,
que não se trata aqui de uma cara que vai ficar dizendo: Ah,
eu sou Bahia fiz o hino do Vitória! Eu amo o futebol. Meu filho
e minha esposa são Vitória. Então, não queira
mudar o hino por causa disso. Gerônimo, que é Vitória
doente, lembrou um fato interessante nesse programa da TVE. Ele foi
chamado pela editora Abril para gravar o hino do Bahia e gravou! Nem
por isso ele deixou de ser Vitória.
- #ECVITORIA: Você é apaixonado por futebol. Como você
avalia o futebol dos tempos atuais?
-
WALTER: Rapaz, isso é um assunto oceânico, dá uns
três dias de entrevista (risos). Mas vamos lá. Primeiro,
isso é muito importante que se diga, a diferença do futebol
do meu tempo e o futebol de hoje, é que no meu tempo, o futebol
era amador. Jogava-se mais por paixão do que por dinheiro. Embora
dinheiro fosse importante claro. Eu me lembro de uma linha de zagueiros
do Vitória famosíssima, seus pais devem lembrar, era,
Nadinho, Valmir e Amírio, Porunga, Eloy e Joel, olha aí
como eu sei, ta vendo. Esses times de antigamente, para você ter
uma noção, durava pelo menos dois anos no mesmo time,
dois anos sem mexer na posição deles nem no jogador. Hoje
em dia não duram seis meses, não duram três meses.
Então, isso se torna um fator complicador, da paixão do
torcedor pelo seu clube. O torcedor tem suas paixões, ele se
afeiçoa aos seus jogadores favoritos, como Léo Oliveira,
Douglas. Então hoje, quando você começa a gritar,
Liédson, Nádson, entre outros, já ta vendido. Resultado,
diz a diretoria, e aí eu não vou entrar em discussão,
ah se eu não fizer isso o clube não sobrevive. Eu tenho
minhas duvidas quanto a isso. Eu não gosto dessa forma de administração.
O Bahia liquidou o time de 89, no auge da carreira, só pra ter
grana. Esse é o grande problema. Hoje em dia virou guerra, não
esta em jogo apenas vencer ou perder, esta em jogo a cabeça do
treinador, a saúde financeira do clube, os seus torcedores, e
essa guerra esta aparecendo no campo. A segunda diferença básica,
é a estética do futebol. Aquele futebol encantador brasileiro,
de 1970, aquele time de Pelé, Gérson, Tostão, Rivelino,
isso começou a sumir. O futebol força começou a
substituir o futebol arte. A famosa era Dunga! A necessidade de resultados
imediatos fez com que a violência em campo aumentasse. Então
é isso, profissionalismo excessivo, ambição por
grana, ritmo elevado de treinamentos, esses fatores mudaram o futebol.
Um exemplo da gana por grana é o BaxVi. Se o torcedor sabe que
o Vitória vai enfrentar o Bahia duas vezes por ano, é
uma coisa, agora sete, oito BaxVis num ano, você não vai
dizer que a emoção é igual. Vai banalizando gente.
As torcidas de Bahia e Vitória são dignas de aplauso,
o Brasil todo reconhece isso, porque com todas as adversidades continuam
indo ao estádio, preço do ingresso por exemplo, um absurdo,
um povo paupérrimo o Brasil numa crise desgraçada, já
pagam no sacrifício eles ainda vão e sobem o preço
do ingresso. Agora eu quero saber, é se a Fonte Nova vai ficar
naquele estado lamentável, que é uma vergonha, lixo e
mijo misturados em todo canto, banheiros imundos, bares de quinta categoria.
Mas o futebol é tão forte como arte, que ele sobrevive
a tudo isso.
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#ECVITORIA: Aqui em sua casa, sua mulher e filho são Vitória,
você aqui ta tomando 2x1. Já houve algum fato marcante,
por conseqüência de seu filho ser Vitória?
-
WALTER: Houve um fato lamentável. Isso me deixou muito triste.
Porque na ultima vez que eu fui à Fonte Nova, num BaxVi, há
um ano atrás, eu levei minha mulher e meu filho, como rubro-negros
que são, e eu lhes dei camisa do Vitória e tal, e ao passar
por perto da torcida do Bahia, rapaz, um negócio agressivo, palavrão,
xingamento, tira essa camisa, então eu fui percebendo que não
dava pra brincar, isso me assusta, as conseqüências são
graves, se você errar de torcida, isso não é legal.
O legal, e que sempre se elogiou na Bahia é que Bahia e Vitória
são unidos, tomam cerveja juntos, um goza da cara do outro, isso
é saudável. Isso realmente me chocou, esse clima de adversidade.
Mas não é so no futebol. São tempos sociais difíceis.
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#ECVITORIA: O Sr. continua compondo hoje?
-
WALTER: Sim, sim, eu sou compositor profissional, sou advogado também,
mas deixei pra lá, troquei tudo por musica popular, não
me arrependo, é o que gosto de fazer. Como lhe falei compus outros
hinos também.
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#ECVITORIA: É o sr. citou o hino do Ipiranga, que é meio
que um segundo time para todo baiano, torcemos pra que ele volte a ser
como antes, dá pra dar uma palhinha do hino pra gente?
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WALTER: Claro. Deixa eu pegar o violão aqui. (Trecho do Hino
do Ipiranga): | Meu amarelo e preto, meu time do peito, meu velho Ipiranga,
o povo foi quem te criou, coçador, o time do nosso amor. A gente
enfrenta a chuva, a gente enfrenta o sol, bandeira auri-negra, honrando
o futebol. É o povo reunido, cantando de uma só vez: Agora
um, dois, três, vai pra frente mais um gol, eu só saio
daqui com o Ipiranga vencedor. Agora um, dois, três, vai pra frente
mais um gol, eu só saio daqui com o Ipiranga vencedor. | Esse
hino me foi pedido pelo grande advogado, meu querido amigo João
de Melo Cruz, há muitos e muitos anos atrás. Eu torço
muito que o Ipiranga volte. Tem ate uma historia engraçada com
o hino do Ipiranga, antes de completar o hino ele me levou ao estádio
e disse: Venha ver a torcida do Ipiranga! Eu cheguei lá, a torcida
do Ipiranga era majoritariamente negra né, como somos todos,
claro, aqueles negros baianos bonitos, todos de terno branco, tudo bem
vestido, uma torcida séria tal. Só tinha uns quarenta.
Ai eu disse: João esse hino tem um grande problema. O refrão
diz: "Agora um, dois, três, vai pra frente mais um gol, eu
só saio daqui com o Ipiranga vencedor, esses caras não
vão sair do estádio nunca. (risos).
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#ECVITORIA: Vamos aproveitar que você já está com
a mão na massa, toca o hino do Vitória, claro.
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WALTER: O hino claro! (Hino Oficial do Esporte Clube Vitória):
| Eu sou Leão da Barra, tradição, eu sou vermelho
e preto eu sou paixão, pelos campos do Brasil, nosso grito já
se ouviu. ôÔÔôôô ôô,
ôÔÔôôô ôô, nego!, ôÔÔôôô
ôô, ôÔÔôôô ôô,
Eu sou um nome na historia, eu sou Vitória, com emoção,
eu sou um grito de gloria, eu sou Vitória, de coração!
ôÔÔôôô ôô, Vitória,
ôÔÔôôô ôô, ôÔÔôôô
ôô. |. É o grito de guerra da torcida, hoje você
só diz: ôÔÔôôô ôô,
todo mundo já sabe que é o Vitória. Tem uma coisa
muito interessante, você sabe que esse hino já tem ate
em telefone celular?
-
O #ECVITORIA mostrou o hino no celular para Walter Jr.
-
WALTER: Pô taí, legal, a harmonia perfeita. Interessante
mesmo.

-
#ECVITORIA: Onde você estava quando compôs o hino do Vitória?
-
WALTER: Eu tava assistindo se não me engano, vendo não,
assim, assistindo sem ver, Galicia x Fluminense-FS, olhando só
os bonequinhos se mexendo lá, ai peguei o violão e comecei,
fui me lembrando, dos símbolos, Leão da Barra, vermelho
e preto, acho isso muito forte, Leão da Barra, é um símbolo
forte, os Galicianos são chamados "Os Granadeiros",
o Bahia eu não gosto, aquele negocio de super-homem, acho aquele
negocio meio esquisito, não nos representa.
-
#ECVITORIA: Meio internacional né?
-
WALTER: É, mas é um símbolo né, o que vou
fazer, eu não gosto, acho Leao da Barra mais representativo.
Acho que fui escolhido também, porque fiz muitos jingles, algo
mais simples, vocês sabem, são pecas comerciais muito rápidas,
onde você tem que da o recado às vezes em 30 segundos,
um minuto no Maximo. Então esse espírito busca a síntese,
algo que eu quis evitar foi um hino palavroso, tipo "Tu tens historia
meu Vitória, meu amor", uma alusão ao hino de Albino
Castro, que é muito bom, bem feito, quero registrar isso, serio,
digno, bonito. Mas o meu tem essa virtude da comunicação
rápida. Mas também me preocupei em não fazer simples
demais, senão ia ser apenas uma marchinha.
-
#ECVITORIA: Existem rumores, que Fernando "Baía", um
dos maiores divulgadores, artistas, do Vitória, pretende gravar
a versão antiga do hino, num estilo meio pop rock. Como você
vê isso?
-
WALTER: Seria interessante se ele mudasse o sobrenome dele para Fernando
"Vitória"! Brincadeira, interessante né, ele
é Vitória e o sobre nome "Baía". Que
coincidência! Brincadeira Fernando, você tem todo o direito
de gravar, deve fazer. Faça, faça, eu quero justamente
que meu hino, se ele continuar, que seja um hino campeão, não
pode temer outras versões.
-
#ECVITORIA: Pra gente pareceu bem claro, que você quer que a torcida
que escolha?
-
WALTER: Claro! Quem sou eu pra escolher! Imagine você, se esse
hino voltar, e a torcida se encantar, não sou eu nem você
que mudara isso. Eu vou apenas falar, parabéns, e obrigado à
torcida do Vitória pelo prestigio que vocês me deram, e
serei honrosamente sempre o compositor do hino do Vitória. Sem
problemas!

- #ECVITORIA: Manda um recado para a galera do canal #ecvitoria, e toda
a torcida rubro-negra!
-
WALTER: Primeiro parabenizá-los pelo premio do Ibest, que fiquei
muito feliz em saber, entre os 10 melhores sites do Brasil né,
na respectiva categoria, isso é uma vitória fantástica
para o Vitória, para vocês, para a torcida rubro-negra,
claro. Um abraço a todos vocês.
Antes de encerrar, eu só queria pontuar uma coisa: Eu espero
que a gloriosa torcida do Vitória faça a melhor escolha,
e fique feliz com seu hino, mas não espero que caia na tentação
infantil, dessa historia de que porque sou torcedor do Bahia, não
posso fazer o hino do Vitória. E, eu sou um Bahia Vitória.
Meu filho é Vitória, minha esposa é Vitória.
Um beijo pra vocês, e muito obrigado.

Ludwig
(com a camisa do canal), Walter Jr., Leonardo e Fábio
P.S.:
A entrevista toda durou cerca de uma hora e trinta minutos, tivemos
que cortar diversas partes, porque ficaria muito grande e cansativa
de ler. Walter ainda cantou diversas musicas e jingles no violão.
Entrevista
realizada pelo canalecvitoria.com.br , por:
Leonardo
Leão - WebMaster e idealizador do site.
Fábio Barbosa - Operador do #ECVitoria
Ludwig Ferreira - Colaborador do site.

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